quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Combinados na Convivência Familiar Cotidiana

Hoje o Grupo do Blog do Tear discutiu os combinados e os contratos que organizam nossa convivência em família, no nosso dia a dia.

Dividir as tarefas domésticas, compartilhar os cuidados com a casa e fazer acordos que facilitam a convivência, são arranjos necessários.

Conviver com o outros é sempre delicado, e estipular limites, contratos e acordos são sempre necessários. Alguns usuários dizem que quando estão em crise ou não se sentem bem, fica mais difícil para dar conta das tarefas familiares, domésticas e cotidianas.

Todos os integrantes contaram de seus acordos na família: dividir as louças, levar o lixo para fora, etc... Alguns disseram que recebem outras coisas em troca de compartilhar as tarefas: os mais jovens recebem uma "mesada", outros preferem uma comida de seu gosto, etc...

Um dos integrantes nos conta do esquema de "metas", como algo que organiza o dia a dia. Ou seja, "trocas" e acordos com os integrantes da família.

Compartilhar as tarefas do dia a dia facilitam a convivência com os familiares e também são importantes para estabelecer uma rotina, o que é importante para nos sentirmos melhores, mais produtivos e ter o sentimento de contribuir com nossos familiares.


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Blog do Tear Entrevista: Psicólogo Bruno

Hoje continuaremos nossa sequência de entrevistas e elegemos um dos nossos membros que recentemente teve uma experiência internacional. O Bruno, psicólogo e residente do programa de residência em saúde mental da UNICAMP, que no mês de agosto fez estágio de 1 mês na Argentina, na cidade de Rosário.

Blog do Tear (BT): Bruno, você esteve na Argentina e queria saber se você foi para um serviço específico ou para a rede de saúde no geral? 

Bruno (B): Fui inicialmente para visitar os serviços da atenção básica de saúde e terminei por visitar muito mais serviços que planejei. Visitei na maior parte serviços de saúde mental, mas também outros serviços da rede saúde de Rosário. Ao todo fui em uns 15 serviços.

BT: Com relação ao transporte você andou muito de carro, de Escort Argentino? Ou usou outro meio de transporte?

B: Diferentemente de Campinas, o transporte público em Rosário funciona muito bem e não é caro. Enquanto pagamos aqui R$ 4,50 lá o ônibus custa 10 pesos (Que vale R$ 2,00). A maioria das pessoas usa ônibus e o transporte é de boa qualidade. Normalmente não é necessário ficar trocando de ônibus para ir de lugar ao outro.

BT: Mas a cidade é pequena lá? 

B: Não é não tem aproximadamente 1 milhão e 500 mil pessoas em Rosário. É a terceira maior cidade da Argentina.

BT: Como você foi até lá?

B: Fui de avião, apesar de querer ir de carro porque a viagem é muito bonita, tive que ir assim porque ia ser muito caro viajar em carro. A distância é mais ou menos 1700 kilometros. O interessante é que apesar da distância parecer longe é quase a mesma distância entre a cidade São Paulo (SP) e Salvador na Bahia.

BT: Como são os serviços públicos lá? Tem Sistema Único de Saúde (SUS)?

B: Lá na Argentina, infelizmente não tem SUS, eles não tem um sistema nacional de saúde. A população argentina vive o que vivíamos no Brasil nos anos 80, por exemplo. Quem tem acesso ao atendimento de saúde gratuito são as pessoas que tem carteira assinada. E, assim, somente aqueles que tem dinheiro para pagar é quem atendimento gratuito garantido pelo estado de forma nacional. Mas, Rosário, é uma exceção a essa regra porque lá há aproximadamente 20 anos devido ao governo da província de Santa Fé (Estado onde fica a cidade de Rosário) que assumiu a responsabilidade de prover atendimento gratuito a população e estrutura um sistema de saúde provincial que funciona para atender a população da região de Santa Fé.

BT: Nossa isso é impensável né?

B: Sim, é triste, mas essa é a realidade deles Rosário é uma exceção o sistema de lá não funciona para todo o país. E acho que a gente tem que ter isso em mente porque vemos hoje as ameaças que o SUS sofre e temos que defendê-lo, pois, se não ficarmos atentos ele pode ser tirado de nós novamente.

BT: E como é o atendimento em saúde mental? Ainda tem hospital psiquiátrico?

B: Olha gente, vi coisas problemáticas lá. Lá ainda existem muitos hospitais psiquiátricos. Visitei 2 hospitais um em Rosário com capacidade para internação de até 70 pessoas e outro na zona rural próxima a cidade de Rosário ainda maior onde haviam 200 pessoas internadas. Foi muito triste ver isso gente, fiquei muito abalado. Já tinha visitado hospitais em São Paulo, quando era estudante de psicologia, mas para mim a experiência que vivi lá foi muito mais chocante. Vi pessoas que estavam internadas há muitos anos e que poderiam estar fazendo seu tratamento em liberdade porque, inclusive, conseguimos fazer isso no Brasil. Vi muitas pessoas nuas perambulando pelo hospital, pessoas nuas amarradas em contenção física e hipermedicadas. O que me impressionou negativamente foi a atitude dos profissionais. A maioria dos profissionais que conheci nos hospitais, defendiam que aqueles usuários internados não teriam condição de fazer tratamento em liberdade e achavam que eles tem que fazer o tratamento internados. E eles estão lá há muitos anos. Ainda tem muito preconceito com o usuário de saúde mental, muita gente lá acham que eles são perigosos e tem que ficar internados.
Os serviços que cuidam de pessoas com uso de Álcool ou Outras Drogas são muito interessantes. Trabalham a partir do paradigma de Redução de Danos e com "Baixo nível de exigência" aos usuários. Ou seja, não se pede muito dos frequentadores. Articulam rede, oferecem aulas e oficinas, bolsas de ofício, dentre outros.


BT: Mas o tratamento em Saúde Mental por lá é só baseado em Manicômios?

B: Não, não só. Eles também tem serviços comunitários como Centros de Saúde, que lá são bem estruturados e outros Serviços de Saúde Mental. Visitei um Centro Cultural (Centro de Convivência) que tinha atividades artísticas e culturais. Era bem interessante. O que me espantou foi a falta de trabalhos mais efetivos na comunidade. A maior parte dos atendimentos é ambulatorial, de consultório e há poucas ações como as de saúde da família e psicossociais como as que temos aqui no Brasil, a partir dos nossos Centros de Saúde e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

BT: E sobre Rosário e a Argentina o que você diz?

B: Você sabe que essa fama de que os Argentinos é um povo metido não é verdade. O que os próprios Argentinos dizem é que há uma diferença entre os Portenhos (População de Buenos Aires, a capital) e o restante do país. Em Rosário eles, inclusive, acham que os portenhos são "metidos". O que eu percebi em Rosário é que lá eles são muito solícitos, educados e atenciosos. Nos trataram muito bem e gostavam muito do Brasil, muitas pessoas que moram lá já visitaram o Brasil. A cidade é muito bonita, com construções históricas preservadas e cuidadas. Também achei muito interessante o fato que eles por lá em muitos lugares param o expediente produtivo entre 12h às 16h todo o dia. E lá o que vemos muito são as pessoas nos parques e praças nesses momentos desfrutando a vida. Isso foi muito importante porque me fez refletir sobre o estilo de vida que temos aqui onde quase nunca paramos para aproveitar mais a vida e o trabalho nos ocupa muito tempo. Outra questão que me chamou a atenção foi o fato deles serem muito politizados. Eles diferentemente da maioria dos brasileiros entendem que somos todos parte da América Latina e temos muitos aspectos culturais semelhantes. Eles vivem conflitos parecidos com o Brasil e alternam entre governos de esquerda e direita. Governos que investem mais nas políticas sociais que atendem a população e suas necessidades e outros governos que, como o atual Governo da Argentina, do Macri, e do Brasil, do Temer, que estão mais voltados para interesses particulares e para atender interesses da elite dominante, das empresas ou do mercado capitalista.







quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Postagem da Paz

Diante de toda violência e desordem do Dia a Dia, mostramos como pessoas podem resolver suas diferenças com bom humor.

Aos amigos Oswaldo e Rivaldo.



Entrevista com a Psicóloga Nayara Portilho

Hoje estamos recebendo a visita da psicóloga Nayara. Vamos aproveitar o espaço do Blog para entrevistá-la. Ressaltamos que a visita seja bem-vinda.


Nayara, o que você faz em São Paulo?

Eu faço uma Pós-Graduação, chamada Residência Multiprofissional. A minha é na Área de Saúde Coletiva e Atenção Primária. Nosso foco principal é trabalhar em Centro de Saúde, e também conhecer e aprender como se faz a Gestão dos serviços de saúde no nosso Estado. Tem muitas profissões: psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, médicos e dentistas. 


- Você já conhecia Campinas, Nayara?

Não, é a primeira vez que venho aqui.

Você já trabalha com pessoas, atendendo e etc?

Sim, trabalho. Em São Paulo, Capital, trabalho em uma UBS (Unidade Básica de Saúde), que em Campinas vocês chamam Centro de Saúde.

Nesses atendimentos e no seu trabalho, qual o maior problema que você percebe que a população enfrenta hoje em dia?

Temos discutido muito as relações humanas. Os problemas e as coisas boas da vida, as dificuldades, etc...

Relações humanas é amplo. Gostaríamos que você pudesse especificar.

 Trabalho em um bairro, Jardim Boa Vista, que é bastante vulnerável. Percebo muitos homens que chegam desempregados, isso causa muito sofrimento e preocupação. As famílias ficam ainda mais vulneráveis.
A questão da violência, também é muito presente. Assaltos, violência pelo tráfico, etc...

(Nilton) - Acho que o desemprego causa muitos problemas. A pessoa desempregada sofre muito, sem poder ajudar sua família, e isso causa também mais problemas e violência. 

Sim, isso é algo que podemos perceber.

O que vocês fazem para amenizar essa situação? Como vocês assistem essa população?

O modelo que trabalhamos é a Estratégia Saúde da Família. Fazemos visitas, conhecendo o contexto familiar, situacional, do território, etc... Trabalhamos também próximo à Assistência Social (CRAS E CREAS). Também oferecemos espaços de escuta, articulando estratégias de cuidado e assistência

(Rivaldo) A questão do desemprego não vai ser resolvida por psicólogos ou pela saúde, totalmente. As circunstâncias são diferentes, a depender das pessoas. Porque ou como um psicólogo pode ajudar nisso?

Compreendemos que as situações de vida, influem na saúde das pessoas. Ou seja, uma situação de vida pode acarretar em sofrimento psíquico, e com isso podemos trabalhar. Tentamos fazer um trabalho que não separe o sofrimento psíquico de todo o resto da vida de uma pessoa. A Assistência Social cuida das questões mais concretas e pragmáticas. E nós, psicólogos, oferecemos momentos de escuta, articulamos com outros profissionais, etc...

(Oswaldo) Como está a questão da saúde, emprego, etc?

A situação está difícil. Nosso prefeito, é o Doria. Vocês conhecem??

Conhecemos o João Doriana, ou o Prefake!

Hahahaha, é isso. O prefeito está cortando muitos serviços que o Estado deveria oferecer. A Cidade de São Paulo, na saúde, foi divida entre diversas OS's (Organizações Sociais), a depender da zona da cidade. Constatamos falta de insumos e materiais para trabalho, medicações, etc...
Sem dúvidas é um momento difícil, como está em Campinas, e também no cenário nacional.

São Paulo é uma cidade muita rica, o Estado também. A questão de São Paulo é política. Não é de crise financeira. Constatamos os desvios Estaduais, corrupção em nível Estadual, e o Tribunal de São Paulo parece muito conivente com os governantes. Não são investigados a fundo. E apesar disso, o governo vem cortando todos os projetos que beneficiam a população mais vulnerável.

Concordo. São Paulo poderia ter outra condição. A Justiça não parece tão imparcial, por vezes até seletiva.

(Nilton) Pois é, ontem quando tornaram públicas as denúncias contra Lula e Dilma, nem citavam as denúncias aos outros partidos.


(Giovanni) Há quanto tempo você está aqui?

Cheguei há dois dias, ainda estou entendendo como funciona Campinas.

Então tem 3 dias que você chegou em Campinas. Muita gente vem de São Paulo para cá.

Sim, nós ouvimos muito sobre a rede de Saúde de Campinas. E por isso temos muita vontade de conhecer.

Nayara, antes de encerrar, gostaríamos de saber suas impressões sobre Campinas e sobre o que você conheceu aqui.

Olha, começando pelo transporte público. É muito caro e muito ruim, principalmente se comparado com o preço.
A cidade eu gostei. Ela é grande, mas com uma cara de interior, muito acolhedora. Fui muito bem acolhida pelas pessoas, me senti muito feliz por isso. Pessoas muito afetuosas. Me fez lembrar da minha cidade natal, Uberlândia, Minas Gerais.

A rede de saúde me impressionou também. Vocês fazem ações de saúde muito interessantes, que em São Paulo ainda não tive a possibilidade de conhecer.

Estou muito agradecida pela oportunidade, e isso será muito importante para minha formação.
                                                         (Equipe Blog do Tear e Nayara)

 












quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A Flor da Pele

Hoje o Blog do Tear está muita treta!
Vários de nossos integrantes estão a Flor da Pele e algumas brigas e discussões estão acontecendo, inclusive entre a gente.
Por essa razão resolvemos conversar hoje sobre como lidamos e resolvemos os nossos problemas.
Na experiência de várias pessoas brigas acontecem e a gente perde a paciência. 
Então, hoje, o X da questão é a forma que cada um enfrenta ou reage frente a um problema.
Entre nós foi quase unânime: "Já nos exaltamos na vida"! Por causa disso já nos envolvemos em brigas, discussões e desentendimentos que infelizmente não terminarem bem.  
Existem experiências diferentes em nosso grupo há entre nós pessoas calmas, tranquilas e explosivas ou de "pavio curto".
Nós fomos criados em ambientes diferentes, alguns de nós vem de famílias extremamente difíceis onde ocorriam muitas brigas e discussões e isso teve reflexos na vida. Com certeza influencia ou influenciou nossas atitudes. Também convivemos com violências e desentendimentos no âmbito familiar. Algumas famílias resolviam na base da conversa, outras na base da gritaria ou literalmente na "base da porrada". Outras pessoas tiveram a experiência de que quando as coisas saiam do prumo elas eram controladas na base do olhar, um olhar firme de seus pais, mas que mostrava muita coisa.
Na adolescência já criamos muito caso e causamos muita confusão. Nos envolvemos em brigas sim e, inclusive, "saímos na mão" para resolver situações problemáticas que estávamos passando. Entendemos que isso se deveu a muita falta de diálogo e imaturidade da nossa parte. Já batemos e já apanhamos e compreendemos que a violência não resolve problema, só cria mais problemas.
No grupo tem até pessoas que acreditam serem muito explosivas e precisam de tratamento para controlar seus picos de agressividade.
Tem horas que a gente se chateia com a atitude de alguém e isso nos faz ficar nervosos. O que nos preocupa é a forma como reagimos e agimos influenciados por essa raiva. Entendemos que nós também provocamos raiva nas pessoas e nem sempre nos damos conta do que causamos e isso acaba gerando atrito.
As circunstâncias que a vida nos coloca faz parte do nosso processo de amadurecimento e nos ajuda a aprender coisas. Aprendemos a reconhecer que erramos também e que o calor do momento não é a melhor ocasião para apaziguar ou resolver um problema.
Um de nossos integrantes contou que passou por experiências amargas na infância e adolescência e que hoje em dia a superação dessas dificuldades colabora para ele ter mais equilíbrio e refletir melhor sobre as coisas que vive e faz. Para outra pessoa do grupo, que tem esquizofrenia, a agressividade já foi um grande problema porque devido ao seu transtorno mental teve muitos desentendimentos na vida. Porém, hoje lida bem melhor com isso porque faz tratamento e descobriu na poesia e na arte uma forma muito eficaz de extravasar suas angustias e sentimentos. Hoje dia o que chama muito a atenção dele é o fato dele ter ido procurar tratamento para lidar com seus problemas, mas muitas pessoas com as quais ele convive continuam agressivas e lhe causam sofrimento e não procuram se cuidar.
Constatamos que todos tem problemas e que grande parte dos problemas que temos e nos envolvemos, está bastante relacionado a outros problemas, como problemas financeiros e pessoais. A situação de crise que nosso país atravessa, por exemplo, colabora muito para os ânimos ficarem exaltados e as pessoas se agredirem mutuamente.
Todo mundo precisa entender e aceitar que a forma de resolver os problemas é na base da conversa.
Sobre o tratamento entendemos que as pessoas precisam de ajuda para resolver seus problemas e o tratamento é muito importante para isso. Tratamento não é só para "doido" como as vezes umas pessoas dizem. É preciso aceitar que temos problemas e que as vezes sozinhos não conseguiremos resolver e podemos precisar do apoio de um profissional de saúde.



Deixamos aqui alguns pensamentos do dia:

"O jogo é perde e ganha: tanto bate quanto apanha"
"A gente não faz as coisas sozinho. Quando um não quer, dois não brigam"

"Parar, pensar, refletir e dialogar."
"As vezes a bola de gude vira bola de neve."

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Vivendo no Absurdo: Como viver e conviver com a crise política, social e econômica que estamos vivendo no Brasil

Hoje, 9 de agosto,  completamos 7 anos do nosso Blog e como sempre presenteamos vocês e nós com debates e conversações sobre a vida e a nossa realidade o que é nossa maior virtude.
Chegamos a conclusão de que uma situação está nos tomando a vida. Na nossa opinião essa situação é absurda! Estamos falando da crise política, social e econômica que nosso país atravessa. 
Para grande parte dos nossos membros a situação política tem responsabilidade direta da classe política e em especial nossa atual governo federal. Começando pelo presidente, percebemos que grande parte dos políticos brasileiros estão compromissados com os próprios interesses ou com os interesses daqueles que os financiam, como grandes empresários e pessoas muito ricas que só enxergam os seus próprios interesses.
Na nossa análise esse cenário começa há muitos anos atrás quando algumas reformas se iniciaram. Um ponto que temos acordo é o ataque que a Educação Pública vem sofrendo a décadas. Por exemplo, grande parte das escolas públicas hoje tem um regime de funcionamento em que os estudantes tem aprovação quase que automática sem que seja necessário os estudantes demonstrarem resultados que justifiquem sua aprovação. Na nossa opinião, essas e outras medidas influenciaram na formação política, social e cultural de nossa população e isso nos tornou ainda mais frágeis e ignorantes o que colabora para nossa paralisação e  dificuldade em perceber os ataques aos nossos direitos e conquistas.
Entendemos que temos sido usados como massa de manobra a serviço dos interesses que não nos beneficiam. Achamos que a televisão brasileira tem sido o grande instrumento de convencimento e enganação do povo.
Parece que os governantes hoje querem que a gente volte para trás. Lembramos dos anos 80 quando, apesar das pessoas terem emprego a inflação era altíssima e os preços eram reajustados quase que diariamente. O que fazia com que a população tivesse o poder aquisitivo baixíssimo e a gente quase não conseguia comprar nada. A saúde pública era restrita e só conseguia ter acesso quem tinha emprego com carteira assinada em uma época que a maioria das pessoas era trabalhador informal. A educação pública se dizia de qualidade, porém, o número de vagas era insuficiente para atender a população, o índice de evasão escolar era altíssimo e a maioria das pessoas não conseguia concluir o ensino fundamental.
Conversamos sobre as questões vividas na experiência de cada uma das pessoas. Entendemos que desde os tempos da ditadura militar temos problemas relacionados a disputa por modelos econômicos e de sociedade. Independentemente do partido no poder existem coisas na nossa vida que são necessárias para todas as pessoas terem o mínimo básico para conseguir sobreviver. 
Estamos em um dilema porque estamos sofrendo...mas a discussão acaba aqui continua na próxima semana...









7 anos do Blog do Tear

Éééé hoje gente!
No dia de hoje o Blog do Tear  faz 7 anos!
Uau pessoal!!!
7 anos no ar! Estamos emocionados!