sábado, 28 de dezembro de 2013

Frase do dia

Quando discriminamos os outros, nós os diminuímos.
Quando os supervalorizamos, diminuímos a nós mesmos.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Doutores da Alegria

Mais de duas décadas de trabalho

Doutores da Alegria é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que, desde 1991, atua junto a crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais de saúde. A essência do trabalho é a utilização da paródia do palhaço que brinca de ser médico no hospital, tendo como referência a alegria e o lado saudável das crianças e colaborando para a transformação do ambiente em que se inserem.
Em mais de duas décadas de trajetória, já realizou mais de 900 mil visitas com um elenco de cerca de 40 palhaços profissionais (não voluntários) e possui unidades em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Recife.
No Rio de Janeiro e em São Paulo, mantém um programa que leva variadas formas de arte, como circo, música e poesia, a pacientes de hospitais públicos, já tendo contemplado mais de 30 mil pessoas; e, no país inteiro, a ONG articula uma rede de iniciativas semelhantes.
Doutores da Alegria desempenha, por meio de sua Escola, um papel referencial na pesquisa da linguagem do palhaço e na formação de jovens, artistas profissionais e interessados – cerca de 180 jovens artistas já se formaram em um programa com duração de três anos. Outras atividades artísticas, como peças teatrais e as rodas besteirológicas, são apresentadas ao público em geral. Mantida por doações de pessoas e empresas, a organização é reconhecida em todo o país por seu profissionalismo e atuação inovadora.
Possui a certificação de utilidade pública nas esferas federal, estadual e municipal. Recebeu o Prêmio Criança da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, foi incluída três vezes na lista das 100 melhores práticas globais da divisão Habitat da Organização das Nações Unidas. Recebeu ainda o Prêmio Cultura e Saúde, concedido em junho de 2009 e 2010 pelo Programa Cultura Viva, iniciativa conjunta dos Ministérios da Cultura e Saúde. Recentemente, recebeu a certificação do Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS.
A missão dos Doutores da Alegria é promover a experiência da alegria como fator potencializador de relações saudáveis por meio da atuação profissional de palhaços junto a crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais de saúde. Compartilhar a qualidade desse encontro com a sociedade com produção de conhecimento, formação e criações artísticas.
A visão dos Doutores da Alegria é tornar-se um centro cultural referência na arte do palhaço e nas artes cômicas em geral oferecendo acervo, publicações, cursos e produções artísticas que estimulem a reflexão e o diálogo crítico com diversos setores da sociedade.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Imaginação



Quero revê-la
numa superfície indelével
mulher brasileira...
Menos escravizada
menos maltratada.
Quero revê-la
num lenço branco
não de despedida,
mas de paz
e dia.
De alegria
de beijo
da concórdia serena.
Quero revê-la
superfície brasileira
nas encostas do ontem
nas promessas do futuro,
vencendo as agruras
do dia-a-dia
Quero revê-la
catedral dos sonhos...

Fernando Medeiros

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Cantora da Semana Flora Matos

Flora foi criada por uma família de músicos, tendo subido aos palcos pela primeira vez com a banda Acarajazz aos 4 anos, na qual seu pai, Renato Matos era compositor.1 Em 2003, Flora fez shows com seu primeiro projeto, o NocõesUnidas, juntamente com o produtor Chicco Aquino. Entre suas influências estão Racionais MC's, Dina Di, Sabotage, Kamau, MC Marechal, SNJ e Instituto.2 Em 2006, começou a fazer shows solo acompanhada do DJ Brother, fato que a fez receber o prêmio de melhor cantora do ano de Brasília.3 Em 2007, gravou um remix da canção "Véu da noite", da cantora Céu, produzida por KL Jay, DJ do grupo Racionais MC's.2
A sua popularidade começou a subir após trabalhar com consagrados DJs do rap brasileiro, entre eles: KL Jay, DJ Cia, DJ Primo, DJ King e DJ Naomi.1 Em agosto de 2008, foi convidada por KL Jay e Ice Blue para participar da mixtape O Jogo é Hoje, apoiada pela Nike e dirigida por Blue e Mano Brown, onde gravou a música "Mundo Pequeno".2 Em outubro do mesmo ano, fez uma turnê pela Europa, passando por Paris, Angers, Le Mans, Lisboa, Porto, Bologna e Napoli.1 Na volta ao país, lançou o seu primeiro single, intitulado "Jogo da Velha". No ano seguinte, fez shows solo e participou junto com Emicida do programa "Experimente", exibido pelo canal fechado Multishow, da Rede Globo.4 No fim do ano acabou lançando sua primeira mixtape, Flora Matos vs Stereodubs.2

Eslovênia um pais Esplêndido

A Eslovênia é um país europeu, mais precisamente, do leste europeu. A dimensão territorial é modesta, o país ocupa uma área de 20 251 km², na qual habitam aproximadamente 2 milhões de pessoas.

O território eslavo limita-se com a Áustria, ao norte; com a Hungria, a leste; com a Croácia, a leste e ao sul; e com a Itália e o Mar Adriático, a leste.
O país ainda conserva suas florestas, uma vez que elas cobrem cerca de 50% do território nacional. Apesar do tamanho reduzido do território, é possível identificar diversos tipos de climas. No litoral predomina o clima mediterrâneo; nas montanhas, o alpino, além do continental, que apresenta verões que oscilam entre suaves e quentes e invernos frios nos planaltos e vales do leste do país.

Em 1° de janeiro de 2007 o país adotou o Euro como moeda. A produção industrial do país destaca-se principalmente na fabricação de produtos químicos, componentes de automóveis, produtos metálicos, aparelhos e utensílios elétricos, mobiliários e têxteis.

A população eslovena está dividida no país entre habitantes da zona rural (49%) e habitantes que vivem em centros urbanos (51%). O povo é bastante homogêneo, cerca de 91% são eslavos, o restante é de origem sérvia, croata e bósnia. 


Passei por esse pais rapidamente no ano de 2006 quando estava indo para Croácia e acabei experimentando alguns pratos como carne de carneiro acompanhado com especiarias e o strudel que é feito de massa com recheio que tanto pode ser doce como salgado, e também da sua grande quantidade de bebidas, como vinhos,  champagne e licores.


 Adhemar Venditi

                                                                               


    







Garota interrompida



O ano é 1967, os Estados Unidos estão prestes a enviar seus jovens à guerra e, Susanna Kaysen (Winona Ryder) perde-se dentro de tantas dúvidas suscitadas pela adolescência. Com apenas 17 anos, ela se depara com aquilo que, um dia, todos terão de enfrentar: o fim da adolescência.

Baseado no livro da própria Suzanna, em que a autora conta suas experiências em uma clínica psiquiátrica, o filme traz grande atuação de Winona, que assina também a produção. A atriz comprou os direitos de filmagem da obra em 1993, e desde então vinha trabalhando na produção do longa que traz extrema identificação com um período vivido pela atriz.

Duas vezes indicada para o Oscar, Winona Ryder estrela esta fascinante história real sobre as mudanças na vida de uma jovem em um famoso Hospital Psiquiátrico Claymooreno.

Susana (Winona Ryder) é uma jovem problemática, calada que não tem ânimo para nada, nem para entrar na faculdade, que tenta cometer o suicídio em vão, até que seus pais a convencem a internar-se numa clínica psiquiátrica. Após o impacto inicial e um diagnóstico questionável, rebela-se contra todos, preferindo a companhia das residentes, que apresentam diferentes graus de enfermidade mental, entre as quais a carismática sociopata Lisa (Angelina). No início Susana tem problemas com Lisa, que é muito rebelde e impaciente, mas acaba criando com ela um relacionamento bastante complexo, em que tentam compreender-se e ajudar-se mutuamente, apesar das diferenças.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Esquizofrenia - Realidade partida

Vozes imaginárias, delíros. Esse distúrbio já foi sinônimo de loucura, mas não deveria. Com tratamentos que reintegram pacientes à sociedade, falta apenas vencer o estigma de doença

por Eduardo Szklarz
O matemático americano John Forbes Nash foi um gênio precoce. Em 1949, aos 21 anos, escreveu uma tese de doutorado de apenas 27 páginas sobre a Teoria dos Jogos, que revolucionou a economia. Mas sua chama criativa se apagou aos 30 anos, quando começou a ouvir vozes e perdeu contato com a realidade. A mulher o internou num hospital psiquiátrico, onde lhe diagnosticaram esquizofrenia. "Eu me sentia perseguido. Achava que o presidente, o papa e outras pessoas conspiravam contra mim", recordou Nash ao canal americano PBS em 1995, após ganhar o Nobel de Ciências Econômicas pelas ideias que desenvolveu na juventude.

Aos 82 anos, Nash está há mais de 5 décadas lutando contra o transtorno, numa história que inspirou o filme Uma Mente Brilhante (2001). A esquizofrenia não ataca de uma vez. Em vez disso, envia sinais. A pessoa começa a mudar o jeito de ser entre o final da adolescência e o início da idade adulta: fica mais retraída, isolada. Depois, tem delírios - ou seja, ideias incompatíveis com a realidade-, alucinações, como vozes comentando sobre seus atos e pensamentos, e fala e comportamento desorganizados. O trabalho, a relação com os outros e o cuidado de si são gravemente afetados, caso a pessoa não seja tratada.

Se não fosse um gênio precoce, Nash certamente padeceria o transtorno no anonimato, como ocorre com a imensa maioria dos esquizofrênicos. E eles são muitos: 2 milhões no Brasil e 70 milhões no mundo. Esse transtorno não tem cura, mas pode ser tratado, apesar de ainda ser incompreendido tanto pela população geral como por suas vítimas.

O primeiro passo para entendê-lo é se livrar do preconceito. "Durante muito tempo, a esquizofrenia e outros transtornos mentais foram tratados como loucura. Os doentes chegavam a ser internados a vida toda sem dispor de tratamentos adequados", diz Mario Louzã, coordenador do Projeto Esquizofrenia do Instituto de Psiquiatria do Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Hoje, os remédios são muito mais eficientes e as internações, mais breves, necessárias apenas para controlar as crises. "Quando são adequadamente diagnosticados e tratados, os portadores de esquizofrenia convivem normalmente com a sociedade, perfeitamente integrados, como qualquer pessoa sem a doença", afirma Louzã. Mas não era assim nos tempos da escultora Camille Claudel, nascida na França em 1864.

Depois de ser aluna, confidente e amante do mestre escultor Auguste Rodin, ela o acusou de querer roubar suas obras para expô-las como dele. Seus surtos se manifestaram em 1905, quando Camille já era famosa por moldar blocos de pedra. Ela destruiu diversas estátuas e sumiu por longos períodos. Morreu em 1943, após 30 anos num asilo.

O que se passa pela cabeça do portador da doença? Isso varia conforme o paciente. Ele é tomado por delírios, que são sempre pensamentos. Mas também pode ter alucinações, ou seja, percepções irreais dos órgãos dos sentidos. Na esquizofrenia, as alucinações são tipicamente auditivas. Alguns relatam ouvir vozes quando estão sozinhos. Podem também achar que estão sendo vigiados pela polícia, pela máfia ou por uma organização secreta. Nash acreditava que comunistas e não-comunistas estavam em seu encalço, armando contra ele enquanto disputavam o xadrez da Guerra Fria.

Sim: a esquizofrenia prega peças em suas vítimas. Muitas suspeitam que os vizinhos escutam atrás da porta, que o telefone está grampeado ou que o rádio envia mensagens secretas. Outras acham que o jornalista da TV está falando sobre elas - o que os médicos chamam de interpretação delirante.

Alucinações, delírios e desorganização do pensamento fazem parte dos chamados "sintomas positivos" da esquizofrenia. Eles ficam mais intensos nas crises agudas - os surtos psicóticos -, que são intercaladas por períodos de remissão. Mas também existem os "sintomas negativos", como diminuição de expressão das emoções, apatia, isolamento social e uma desesperança profunda. Tanto que o índice de suicídio entre esquizofrênicos é maior que o da população em geral. Médicos ainda consideram um 3º grupo de sintomas, os "cognitivos", que incluem dificuldade de abstração, déficit de memória, comprometimento da linguagem e falhas no aprendizado. "Às vezes, a pessoa entra na faculdade, tem o primeiro surto e depois não consegue obter o rendimento de antes", diz Louzã.

Isso também acontece no trabalho. A pessoa ascende na carreira, sofre o primeiro surto e jamais retorna à posição que tinha. Que o diga o russo Vaslav Nijinski, um dos bailarinos mais virtuosos da história. Aos 10 anos, entrou na lendária Escola de Balé Imperial da Rússia. Aos 18, já era famoso por dar saltos que desafiavam a lei da gravidade. Mas sua carreira acabou aos 29, quando a esquizofrenia o abateu em pleno voo. A partir daí, Nijinski vagou entre hospitais psiquiátricos - e nunca voltou aos palcos.


Genética e ambiente A doença golpeou Nijinski em 1919, quando pouco se sabia sobre ela. Fazia apenas 11 anos que o psiquiatra suíço Paul Bleuer havia cunhado seu nome para diferenciá-la de outros transtornos. Bleuer chegou a examinar Nijinski, mas não tinha o conhecimento nem os remédios antipsicóticos necessários para tratá-lo.

Desde então, o diagnóstico e o manejo da esquizofrenia avançaram muito. Mesmo assim, a origem da doença ainda intriga os especialistas.

Ao que tudo indica, ela tem um componente genético e neurodesenvolvimental. Ou seja: já no útero, o feto começa a sofrer uma alteração em seu sistema nervoso. Esse quadro progride na infância e na adolescência, até culminar com o aparecimento dos sintomas. A maioria dos psiquiatras considera que as crises dos esquizofrênicos acontecem justamente por causa desse desenvolvimento cerebral anormal. Ele geraria um desequilíbrio das substâncias que enviam mensagens entre os neurônios - os chamados neurotransmissores.

"Acreditamos que haja excesso dessas substâncias em algumas regiões do cérebro e diminuição em outras", diz o psiquiatra Jaime Hallak, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP. Além disso, parece não haver dúvida quanto à faceta progressiva da doença. Ou seja: quanto maior o número de crises, mais o cérebro vai adoecendo.

É por isso que os medicamentos buscam evitar novas recaídas, além de diminuir os sintomas agudos. A partir dos 50 anos, a turbulência diminui e o transtorno tende a se estabilizar.

Ok, os médicos estão bastante seguros quanto a esses processos, mas admitem não saber o que está por trás deles. O fator genético pode ser inferido por uma questão matemática: se seu pai tem esquizofrenia, o risco de você ter a doença salta de 1 para 10%. Se seu pai e sua mãe tiverem, o risco sobe para 25%. Mas os genes sozinhos não resolvem essa equação. Veja o caso dos gêmeos univitelinos (idênticos): se um deles tem esquizofrenia, o outro tem 50% de risco de também ter - quando se esperariam 100%. "E mesmo conhecendo esse padrão genético, não sabemos qual ou quais genes estão alterados", diz Hallak.

Se a genética não responde por tudo, fatores ambientais também estariam ligados à doença. Infecções durante a gravidez, por exemplo, poderiam atuar como disparadores. Mais: mudanças importantes na infância e na adolescência também podem gerar uma situação de estresse que vai obrigar a pessoa a se reorganizar. E é nessa fase de adaptação que a esquizofrenia pode se manifestar em quem tem a propensão genética.

Segundo Hallak, perder um parente querido ou migrar para outro país aumentaria o risco de 1 para 3%. Usar drogas é ainda pior: se você fumou muita maconha na adolescência, o risco de desenvolver esquizofrenia pode subir até 10 vezes quando ficar adulto.

E todos esses fatores são cumulativos. "Se você tiver uma perda familiar importante, for demitido, tiver usado maconha desde a adolescência e ainda migrar para outro país, o seu risco pode chegar a 20%", diz Hallak. "Mas o componente genético é fundamental. Aqueles que não têm essa propensão dificilmente vão desenvolver a doença."


Esquizofrênicos da paz O americano Edward Theodore Gein cometeu alguns dos crimes mais bizarros da história. Nascido em 1906 no povoado de Plainfield, no Wisconsin, ele violava tumbas e roubava partes de corpos femininos para guardar como troféus. Fazia roupas com as peles (e depois as vestia) e móveis com os ossos. Sua casa também abrigava uma coleção de órgãos sexuais femininos e máscaras feitas com as caras das vítimas. Em 1957, Ed Gein admitiu ter matado 2 mulheres para destrinchá-las. Acabou confinado em hospitais psiquiátricos até sua morte, em 1984.

Para o público em geral, é tentador chamar Ed Gein de esquizofrênico. E não só ele, mas toda a gama de personagens de ficção que inspirou, como Norman Bates, protagonista do filme Psicose, de Alfred Hitchcock, Leatherface, de O Massacre da Serra Elétrica, e Buffalo Bill, o travesti de Silêncio dos Inocentes, que matava suas vítimas para tirar a pele feminina e implantá-la em seu corpo.

Mas essa comparação revela outro estigma. "A fantasia que muitas pessoas têm do esquizofrênico é misturada com personagens que possuem algo bizarro. Assim, acham que o esquizofrênico é uma pessoa bizarra, com comportamentos esquisitos. Na verdade, isso é um exagero", afirma Louzã. "Um esquizofrênico bem tratado e com medicação controlada vai ter um comportamento bem natural."

Mesmo entre os não-tratados, só uma minoria é violenta. Na verdade, são retraídos e têm mais chances de causar danos a si próprios que aos demais. Claro que alguns cometem atos violentos e por motivos bizarros - como um homem que abre a cabeça da mãe para tirar ideias de lá. Mas casos assim são exceções, e o resto leva a fama. "Toda vez que ocorre algum crime violento envolvendo um paciente com esquizofrenia, a repercussão nos meios de comunicação é enorme. E as pessoas ficam com a impressão de que esses pacientes são mais violentos que a população em geral", diz Louzã.


Os subtipos de esquizofrenia Eles são diagnosticados de acordo com os sintomas

Paranoide A pessoa tem delírios e alucinações.


Hebenefrênico ou desorganizado Sobressaem alterações da afetividade e desorganização do pensamento.


Catatônico O indivíduo apresenta alterações motoras.


Simples Em vez de delírios e alucinações, ocorrem alterações da motivação e da afetividade.


Residual Prevalecem os sintomas negativos, como embotamento afetivo e pobreza da fala. Em geral, os demais subtipos evoluem para o quadro residual.


O cinema surtado A esquizofrenia é apenas um entre os vários quadros de psicose - todos ligados à perda de contato com a realidade. Surtos podem ser causados por drogas em não-esquizofrênicos. Há ainda o transtorno delirante, em que a pessoa acredita em ideias sem lógica, mas não tem a linguagem e o comportamento tão prejudicados. Já no transtorno esquizoafetivo, ocorre uma mescla de alterações na percepção com mudanças bruscas de humor. Ou seja, fica bem fácil confundir tudo. E é o que o cinema faz. Poucos filmes representam claramente um esquizofrênico. Boas exceções são Spider (2002), de David Cronenberg, e Shine (1996), de Scott Hicks. Nele, o pianista David Helfgott luta para voltar a tocar depois do primeiro surto e vira um exemplo de superação da doença.


Para saber mais

Esquizofrenia: Manual do Cuidador
Mario Louzã, Planmark, 2008.

Uma Mente Brilhante
Sylvia Nasar, Record, 2002.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Vidas remotas


É sonoro o baque do coração.
Por dentro do medo
a cristalina linha de coragem.
Miragem, negócio,
migalhas do ócio.
Vidas que trabalham,
líderes que se foram,
vidas remotas...
Por geração e gerações...
Sentimentos mesquinhos e grandiosos.
Temores, guerras
e luminosos.
Vidas remotas
na fazenda e na cidade...
Sonoros cânticos de felicidade e tristeza...

Fernando Medeiros

domingo, 24 de novembro de 2013

Critica do Filme Invocação do Mal

"Filme traz elegância e fôlego a um gênero que nos últimos anos vinha sendo fadado ao trash e ao susto barato."
Se fosse pra definir Invocação do Mal em uma única frase eu definiria como "arroz com feijão de mãe e vó". O filme não inova, não traz nada que já não tenhamos visto inúmeras vezes em outros thrillers, é um arroz com feijão, um mais do mesmo, só que com uma diferença: é um arroz com feijão delicioso como aqueles que só mãe e vó sabem fazer. Tudo o que Invocação do Mal reutiliza, é realizado de forma muito melhor do que vinha sendo feito nos últimos anos, por um gênero que estava preso em roteiros trashs, carregados de sangue e sustos baratos soltos em meio a um filme, com o intuito de apenas chocar o expectador menos exigente.
Invocação é diferente, o filme possui ritmo, linearidade, não subestima a inteligência do espectador. De cara, já nos prende com a história da boneca Annabelle, contada pelo casal de demonólogos interpretados brilhantemente por Patrick Wilson e a sempre impecável Vera Farmiga. Aliás, as atuações são um dos pontos fortes do filme, que conta também com uma excelente interpretação de Lili Taylor, a matriarca da família que é uma das principais assoladas pelos espíritos demoníacos que assombram o lugar.
James Wan nos entrega aqui, sem dúvidas um dos melhores thrillers dos últimos anos, e que provavelmente no futuro será considerado um clássico do gênero. Quem vai ao cinema, apenas com a intenção de levar sustos e sentir medo, talvez acabe se decepcionando. Invocação vai além disso, o filme não é só um thriller, é também um drama, que mostra o sofrimento de uma família que não possui paz no lugar onde mais deveriam ter. Sem afetações, o filme nos coloca imersos naquela trama, nos faz sentir parte daquela família, fazendo com que nos importemos de fato com o destino deles.
O desfecho do longa talvez pudesse ser melhor, mas não tira o brilho do mesmo, que após o encerramento da trama, nos brinda com os créditos finais mais deliciosos e criativos do ano, mostrando as fotos das verdadeiras famílias que fizeram parte da história, acompanhadas ao lado dos nomes dos atores que as interpretaram, seguido por um apanhado de notícias publicadas nos jornais da época, afirmando a veracidade dos fatos que foram baseados em uma história real.
Invocação veio pra mostrar que é sim possível fazer um filme de terror de qualidade, com um enredo convincente, bem estruturado, uma direção primorosa e com boas atuações. Mais do que um bom filme de terror, Invocação é um bom filme, independente do gênero.

A Jordânia e o Mar Morto

Jordânia (em árabe الأردن‎, transl. al - Urdunn) é um país do Médio Oriente, limitado a norte pela Síria, a leste pelo Iraque, a leste e a sul pela Arábia Saudita e a oeste pelo Golfo de Aqaba (através do qual faz fronteira marítima com o Egipto), por Israel e pelo território palestiniano da Cisjordânia. Sua capital é a cidade de Amã.
A maior parte da população jordaniana é de origem árabe. As principais minorias étnicas correspondem à dos armênios e a um reduzido grupo de origem caucasiana. Quase todos os habitantes são muçulmanos sunitas, embora existam pequenas comunidades xiitas e cristãs - das quais um terço pertence à Igreja Ortodoxa Grega.
Sua população é de 5.924.000 milhões de pessoas.
Uma curiosidade deste país é a existência de uma imagem da cobra de ouro que é seu símbolo.
Segundo nosso correspondente Adhemar a Jordânia possui um ponto turístico muito procurado que é o Mar Morto, onde existe o barro medicinal que é muito conhecido pelas suas propriedades terapêuticas. Também são muito procurados pelos turistas os passeios de Camelo.
Na culinária do país é muito apreciado o charuto de carne de carneiro, acompanhado por gergelim, a coalhada acompanhada de mel silvestre e o torrone de tâmaras com amendoim.


Curiosidade: O Mar Morto tem esse nome devido a grande quantidade de sal por ele apresentada, dez vezes superior à dos demais oceanos, e então é muito escassa vida em suas aguas[3][4], havendo apenas alguns tipos de arqueobactérias e algas[5]. Qualquer peixe que seja transportado pelo Rio Jordão morre imediatamente, assim que desagua neste lago de água salgada. A sua água é composta por vários tipos de sais, alguns dos quais só podem ser encontrados nesta região do mundo. Em termos de concentração, e em comparação com a concentração média dos restantes oceanos em que o teor de sal, por 100 ml de água, não passa de 3 g, no Mar Morto essa taxa é de 30 a 35 g de sal por 100 ml de água, ou seja, dez vezes superior[1].
Adhemar no Mar Morto


Jardins da Jordânia

Igreja Ortodoxa Grega na Jordânia 

Imagem da capital Amã, banhada pelo Mar Morto
Vale a pena a visita!!! 





TO CANSADO

Chega um momento que nos exaurimos.
Não agüento mais, é muita loucura para uma mente só.
O que esta acontecendo, sou eu e minha loucura ou são vocês que estão fora do esquema.
A minha vontade e jogar um saco nas costas e sair andando errante , sem fim e assim a cabeça consegui digerir a psicose  assim a mente consegui elaborar o delírio e sentir a alucinação de forma tranqüila.
Deixem-me em  PAZ.
Eu quero é estar com Deus.
Eu amo Deus.
Vocês não vão me impedir de servir a Deus.
Tenho uma missão.
Qual é? Ajudar os que precisam.
Os que precisam de amor, abraço carinho, precisam de orações acolhimento precisam de atenção, coisas que vocês não promovem para ninguém seus inúteis.
Você tem inveja de mim porque não tem o dom do AMOR. O amor é a caridade.
A bíblia tem 1000 paginas e se resume em 3 palavras CARIDADE, AMOR E FÉ.
Vocês me perseguem porque sou um instrumento do Senhor.
O que vou  precisar fazer para ter a paz, ser arrebatado em nuvens de gloria. Só se for isso então.
Porque vocês me perseguem, uns tem obsessão por festas outros crucificam meu dinheiro, outros fazem da igreja  o que  bem entendem.
Quer saber deixa para lá.
Vocês não valem a pena, fiquem ai com suas vidinha de merda.
Vocês são doentes da cabeça.
Eu não levo conta para vocês pagarem, nem filho tenho. Tem gente que tem saúde e não gosta de trabalhar, e eu, que isso ! o que tenho e histeria.
Vocês são imundos, suas vidas são o dinheiro, sucesso, luxo e fama. Escarnecedores  não conhecem  o que significa o AMOR, CARIDADE  E TER FÉ .
Vocês estão ai com seus carrões e tem muita gente passando fome.
Tem valor quem tem dinheiro.
O resto e resto.
Quando precisa de favores ligam para mim, depois te expulsam feito a um lixo fétido.
Não sou nada e não sou ninguém.
Mas meu silencio tem volume alto e vão atacar suas feridas, leprosos imundos.
Minha confiança  e em Deus através de  SEU SANTO FILHO JESUS.
Para um louco outros doido e outros porcaria de gente.
O que importa o que sou para vocês.
Caminho na fé e na verdade da Graça.
To cansado quero descansar.
Tudo que faço para você não tem valor.
Casa para o que, paga aluguel Zé, se acomoda com a loucura da imundíce.
To cansado quero descansar.
Saio da vida para entrar na historia porque estou nadando, mas não vou morrer na praia não meu irmão.
Se for isto que querem, festa, hipocrisia, falsos são Judas Iscariotes.
 Vão todos se arrepender.
Vou nessa ai, firmeza.
 Shalom Aleichem .




BENJAMIM     JACOB


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Samba Enredo 2014






Há mais de vinte anos
começamos a lutar
uma luta tão inglória
prá loucura libertar
e depois de tanto tempo
conseguimos transformar
e o bloco do Candinho
na avenida vem mostrar

Olha que loucura
o remédio hoje é a escultura
Olha que beleza
terapia hoje é a natureza

Nós agora temos os Caps
que fazem nossa vida melhorar
temos Centros de Convivência
onde podemos conversar
sobre nossa cidadania
e o direito a se tratar
e poder voltar prá casa
onde é nosso lugar

Olha que loucura
o remédio hoje é a escultura
Olha que beleza
terapia hoje é a natureza


Equipe de escrita do Tear das Artes

Sonhando com gatos


Nos sonhos, o gato simboliza o inconsciente. O felino tem a fama de ser muito sensível à essência das pessoas e escolher quem merece seu carinho, por isso há quem diga que se alguém não se dá bem com gatos, é porque também não tem paz consigo mesmo. Por outro lado, eles também são tidos como traiçoeiros, por não se apegarem aos seus donos, além de serem associados à sensualidade, à astúcia e à figura feminina. Por essas razões, de um modo geral, sonhar com gato indica que a pessoa está sendo vítima de traição.

Gato preto e gato branco


A cor do gato visto no sonho também é relevante para a interpretação. Sonhar com gato preto é sinal de sorte no amor e de dificuldades financeiras. Gato branco indica fortuna. Felinos em tons de amarelo simbolizam vingança. Ver um gato cinza ou marrom no sonho significa que você está sendo traído por alguém em quem confia muito.
 

Gato bravo e gato manso
 

Quando o gato é agressivo, na realidade, isso apenas reflete a agressividade de quem sonha. Ver um gato furioso é sinal de desentendimentos com a pessoa amada.

Se no sonho o gato se esfrega em você, é sinal de que alguém do seu convívio só está te tratando com ternura porque tem interesse em algo. Sonhar que está fazendo carinho em um gato significa que você se envolverá em conflitos com muita gente ao mesmo tempo, e o desfecho disso pode ser bastante complicado.

Gato dormindo, morto e brigando

Ver um gato dormindo indica que seus inimigos te deixarão em paz por um tempo. Se o animal está morto, significa que você vencerá esses inimigos. Dois gatos brigando indicam o fim do relacionamento.

Filhote de gato e outros sonhos


Filhotes de gato prenunciam recuperação da saúde. Sonhar com um gato sem rabo quer dizer que a pessoa perdeu a independência que costumava ter. Ver um gato correndo atrás de um rato significa que você vai conseguir recuperar o dinheiro que perdeu. Sonhos em que só é possível ver os olhos do felino alertam para algum perigo que se aproxima.

Leia mais http://www.significadodossonhos.net.br/sonhar-com-gato/

Equipe de escrita do Tear das Artes



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Diógenes de Sínope (413 - 323 a.C.)


Diógenes foi aluno de Antístenes, fundador da escola cínica. Em sua época Diógenes foi destaque e símbolo do cinismo pois tornou sua filosofia uma forma de viver radical. Diógenes expressava seu pensamento através da frase "procuro um homem". Conforme relatos históricos ele andava durante o dia em meio às pessoas com uma lanterna acessa pronunciando ironicamente a frase. Buscava um homem que vivesse segundo a sua essência. Procurava um homem que vivesse sua vida superando as exterioridades exigidas pelas convenções sociais como comportamento, dinheiro, luxo ou conforto. Ele buscava um homem que tivesse encontrado a sua verdadeira natureza, que vivesse conforme ela e que fosse feliz.
Para ele os deuses deram aos homens formas para viverem de modo fácil e feliz, mas esses mesmos deuses esconderam essas formas dos homens. Diógenes buscava descobrir esses modos de viver tentando demonstrar que as pessoas tem a seu dispor tudo aquilo que realmente precisam para ser feliz. Mas para isso as pessoas tem que conhecer a sua natureza e as verdadeiras exigências que essa lhe faz. Pensando nisso ele afirma que a música, a física, a matemática, a astronomia e a metafísica são inúteis pois são formuladoras de conceitos, muito além dos conceitos o que importa é a ação, o comportamento e o exemplo. Nossas reais necessidades são para ele aquelas que nos impõe a nossa condição animal, como nos alimentar por exemplo. O animal também não tem objetivos para viver, ele não tem que responder pelos seus atos para a sociedade, ele não precisa de casa ou conforto. É nas necessidades básicas dos animais que o homem deve se espelhar para conduzir sua vida.
Diógenes pôs em pratica seus pensamentos e passou a viver perambulando pelas ruas na mais completa miséria tomando por moradia um barril o que se tornou um ícone do quão pouco os homens precisam para viver. Alimentava-se do que conseguia recolher em sua cuia. Tinha por proteção um manto que usava para dormir e usava os espaços públicos para fazer tudo mais que precisava. Segundo ele esse modo de viver o deixava livre para ser ele mesmo pois eliminava a necessidade de coisas supérfluas. Ele acreditava atingir essa liberdade cansando o corpo para se habituar a dominar os prazeres até desprezá-los por completo pois para os cínicos os prazeres enfraquecem o corpo e a alma, pondo em perigo a liberdade do homem pois o torna escravo dos mesmos.
Os cínicos contestavam ainda o matrimônio e a convivência em sociedade. Eles se declaravam cidadãos do mundo. Acreditavam que o homem deve ser autônomo e autossuficiente tratando o mundo com indiferença pois a felicidade deve vir de dentro do homem e não do seu exterior.
Outro fato conhecido de Diógenes é seu encontro com Alexandre, então o homem mais poderoso conhecido. Alexandre solicitou que Diógenes pedisse o que quisesse e este pediu que Alexandre saísse de sua frente pois estava tapando o sol. Diógenes estava com esse ato demonstrando o quão pouco ele necessitava para viver bem conforme sua natureza.

   Sentenças:

- Busco um homem honesto.
 

- Elogiar a si mesmo desagrada a todos.

- O amor é uma ocupação de quem não tem o que fazer.

- O insulto ofende a quem o faz e não a quem o recebe.

- A sabedoria serve para reprimir os jovens, para consolar os velhos, para enriquecer os pobres e para enfeitar os ricos.

- A liberdade para falar é a coisa mais bela para um homem.

- Um filósofo só serve para machucar os sentimentos de alguém.

- O tempo é o espelho da eternidade.

- Sou uma criatura do mundo.

  Equipe de escrita do Tear das Artes

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Livro traz testemunhos de genocídio no maior hospício do Brasil

Não, esta não é a foto de um campo de concentração nazista – mas chega perto. É um hospício em Barbacena, Minas Gerais, onde morreram mais de 60 mil pessoas. (Foto: Luiz Alfredo/O Cruzeiro)
O conto “Sorôco, sua mãe, sua filha”, um dos mais tristes e bonitos do livro “Primeiras Estórias” (1962), de Guimarães Rosa, fala de um trem com grades na janela que “ia servir para levar duas mulheres, para longe, para sempre”: a mãe e a filha, ambas com problemas mentais, de um homem viúvo chamado Sorôco.
 “A hora era de muito sol – o povo caçava jeito de ficarem debaixo da sombra das árvores de cedro. O carro lembrava um canoão no seco, navio. A gente olhava: nas reluzências do ar, parecia que ele estava torto, que nas pontas se empinava. O borco bojudo do telhadilho dele alumiava em preto. Parecia coisa de invento de muita distância, sem piedade nenhuma, e que a gente não pudesse imaginar direito nem se acostumar de ver, e não sendo de ninguém. Para onde ia, no levar as mulheres, era para um lugar chamado Barbacena, longe. Para o pobre, os lugares são mais longe.”(“Sorôco, sua mãe, sua filha”, do livro “Primeiras Estórias”de Guimarães Rosa)
A despedida entre o homem e as duas únicas pessoas que ele tinha na vida, e que nunca mais veria novamente, comove a todos os que estavam acompanhando a cena. Aquele “trem de doido” existia de verdade: ele cruzava o interior do país levando pessoas consideradas doentes mentais para um hospício conhecido como Colônia, em Barbacena (Minas Gerais), o maior do Brasil – e o cenário de um terrível genocídio que durou décadas. Mais de 60 mil pessoas morreram ali.
A jornalista Daniela Arbex resgatou a história para o jornal “Tribuna de Minas” em 2011 e, pouco depois, foi mais fundo e escreveu o livro “Holocausto Brasileiro” (Geração Editorial), que traz o testemunho de ex-funcionários do Colônia e de pessoas que passaram décadas internadas ali e hoje vivem em residências terapêuticas na região.
agua camas
Fotos:  Luiz Alfredo/O Cruzeiro

A instituição foi criada pelo governo estadual em 1903 e começou a ficar superlotada a partir de 1930. Em 1960, havia 5 mil pessoas vivendo onde cabiam 200. Chegando lá, elas eram forçadas não só a abrir mão de sua identidade, mas também de sua condição humana. Recebiam outro nome, eram obrigadas a se vestir com trapos (e muitas vezes tinham de andar nuas mesmo durante os invernos frios da região), dormiam em camas de capim em meio à completa imundície, bebiam água do esgoto, passavam fome (e, quando comiam, eram refeições que talvez nem animais encarassem), apanhavam, levavam choques elétricos sem qualquer prescrição médica (e sem qualquer cuidado no procedimento, o que provocou a morte de muita gente) e alguns sofriam lobotomia, para ficar numa descrição sucinta.
Daquelas pessoas, 70% não tinham nenhuma doença mental – na verdade, até o fim dos anos 50, nem médico havia naquele hospício. Muitos foram parar ali simplesmente por terem sido pegos sem documento, ou por serem alcoólatras, pobres, homossexuais ou militantes políticos. Havia também adolescentes que tinham engravidado e foram rejeitadas pela família. Uma mulher passou décadas internada porque andava “muito triste”. Basicamente, era um lugar para “livrar” a sociedade de quem quer que fosse indesejado.
hospicio
Foto:  Luiz Alfredo/O Cruzeiro
E quem entrava não saía mais. Com as péssimas condições do lugar, houve uma época em que pelo menos 16 pessoas morriam diariamente ali. Os corpos eram vendidos ilegalmente para universidades: mais de 1850 foram vendidos para 17 faculdades de medicina do país entre 1969 e 1980. Só a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) comprou 543. Quando não havia comprador, os corpos eram decompostos em ácido no pátio do hospício, diante dos outros internos.
Algumas pessoas tentaram denunciar o que estava acontecendo ali, mas sem sucesso. As autoridades eram omissas e a comunidade médica reprimia os profissionais que tentavam fazer alguma coisa. Nos anos 60, a revista “O Cruzeiro” fez uma matéria com fotos (tiradas pelo fotógrafo Luiz Alfredo – algumas das quais estão reproduzidas aqui) denunciando as condições do lugar e chocou o país – mas o tema logo caiu no esquecimento. Só quase 20 anos depois é que outros veículos passaram a se manifestar novamente, atraindo a atenção de nomes importantes da psiquiatria e dando força à reforma psiquiátrica no país, que visava acabar com a lógica das internações de longa permanência. A ideia era dar um tratamento mais digno aos pacientes com transtornos mentais, garantindo cuidados que permitissem a eles se integrar à sociedade em vez de promover o isolamento em hospitais psiquiátricos. Graças a essa reforma, o Colônia mudou e está para ser desativado, bem como outros manicômios. O livro de Daniela Arbex também fala sobre essa luta.
Equipe Blog do Tear

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Quem Morre?

Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo

Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou
Não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, Justamente as que resgatam o brilho dos
Olhos e os corações aos tropeços.

Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos...

Viva hoje !
Arrisque hoje !
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !

Não Se Esqueça De Ser Feliz

 Martha Medeiros

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Segunda Guerra Mundial...

Adolf Hitler nasceu na Austria, em 20 de abril de 1889 e morreu em Berlim em 30 de abril de 1945),
(por vezes em português Adolfo Hitler), foi o líder do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães 
também conhecido por Partido Nazi ou nazista, uma abreviatura do nome em alemão (Nationalsozialistische), sendo ainda oposição aos sociais-democratasHitler se tornou chanceler e posteriormente, ditador alemão.
Era filho de um funcionário de alfândega de uma pequena cidade fronteiriça da Áustria com a Alemanha.
As suas teses racistas e anti-semitas, assim como os seus objetivos para a Alemanha ficaram patentes no seu livro de 1924, Mein Kampf (Minha luta).
Documentos apresentados durante o Julgamento de Nuremberg indicam que, no período em que Adolf Hitler esteve no poder, grupos minoritários considerados indesejados tais como:
Testemunhas de Jeová, eslavos, poloneses, ciganos,homossexuais, deficientes físicos e mentais, e judeus - foram perseguidos no que se tornou conhecido como Holocausto. A maioria dos historiadores admite que a maior parte dos perseguidos foi submetida a Solução Final, enquanto certos seres humanos foram usados em experimentos médicos ou militares.

"A alto estima do alemão estava muito baixa, então Hitler se aproveitou disto para unir a Alemanha contra o inimigo (os ricos judeus)." - Maza.

"Nas Olimpiadas de 1936, dois Afro-descendentes ganham as provas de corridas, e desmoralizaram os Alemaes em sua "superioridade étnica." - Mateus.

A partir de 1943, no entanto, a queda alemã tornou-se inexorável e o atentado de 20 de julho de 1944 contra Hitler, ocorrido no Wolfsschanze (Toca do Lobo), revelou a força da oposição interna. Nessa época a saúde de Hitler estava muito debilitada, possuía problemas cardíacos, era hipocondríaco, sofria de insônia, sofria também de mal de de Parkinson e estava envelhecendo precocemente. Após uma última derrota (ofensiva das Ardenas, em dezembro de 1944), Hitler refugiou-se em um bunker(esconderijo) na cidade de Berlim (o Führerbunker), onde mais tarde cometeria suicídio em 30 de abril de 1945.

Ficheiro:Stars & Stripes & Hitler Dead2.jpg

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Elefante Branco


O filme do cineasta argentino Pablo Trapero (Leonera) joga o espectador logo de início num cenário de guerra. Em algum lugar perdido nos rincões da floresta amazônica paramilitares promovem uma chacina. Eles procuram por um homem que se esconde na mata e observa o massacre dos indígenas sem poder intervir. O alvo dos guerrilheiros escapa, se recupera e vai parar na Argentina. O cenário agora é urbano, mas a guerra continua sendo o pano de fundo da história de Elefante Branco. Conflitos dos mais diversos vividos por seus protagonistas, os padres Julián (Ricardo Darín) e Nicolas (Jérémie Renier) e a assistente social Luciana (Martina Gusman).

Nicolas é o homem alvo das FARCs que vemos no início do filme. Depois de ter seu trabalho religioso e social interrompido violentamente na floresta, é convidado a trabalhar numa comunidade carente da Argentina pelo padre Julián. O lugar, que dá nome ao filme, é uma favela surgida no entorno de uma edificação gigantesca inacabada, um prédio abandonado onde seria construído o que seria o maior hospital da América Latina. É neste cenário de vielas e becos, onde a criminalidade grassa, ambiente bem conhecido dos brasileiros, que Trapero lança seu olhar sobre este universo à parte dentro das grandes metrópoles. Mas, ao contrário do que costumeiramente ocorre nas produções brasileiras sobre o tema, Elefante Branco não recai no reducionismo da elites intelectuais e no discurso político demagógico.

O roteiro de Alejandro Fadel, Martín Mauregui, Santiago Mitre e do próprio Trapero entrelaça com destreza conflitos sociais e individuais. A favela é dominada por dois traficantes rivais que disputam território em conflitos sangrentos. Para suas fileiras,  agrupam  crianças e adolescentes que Julián, Nicolas e Luciana tentam livrar do mundo das drogas e da criminalidade. Uma batalha diária que parece difícil de ser vencida, cujos inimigos não são apenas os criminosos, mas também o poder público ausente que, quando se manifesta, é pelo uso da força de seus agentes de segurança.

Elefante Branco humaniza seus personagens, algo que o cinema argentino faz muito bem. Dilemas éticos e dúvidas permeiam o dia a dia dos protagonistas, que não são tratados como mártires apesar da nobreza de suas intenções. O padre Julián se sente cansado, desmotivado e teme perder o interesse pela comunidade. A abnegada Luciana pensa em desistir de tudo diante do pouco êxito de suas ações para a conclusão de um projeto de habitação refreado pela burocracia estatal. Nicolas se vê dividido entre continuar o trabalho de evangelização começado pelo padre Júlian ou abdicar de sua vocação sacerdotal para ter uma vida comum.

O longa é uma grande homenagem e também um mergulho na vida dessas pessoas que se entregam de corpo e espírito a ajudar seus semelhantes. É elogiável a sobriedade estética e narrativa de Trapero, que permeia seu filme de muita credibilidade e respeita seu espectador dando margem e tempo para que este avalie e reflita sobre o que vê na tela. Elefante Branco faz dura crítica à apatia dos governantes, à truculência policial, à hierarquia religiosa e ao discurso cristão-marxista quimérico de luta e justiça social. Tudo num tom distante do blablablá panfletário recorrente em produções brasileiras do gênero. Temos muito que aprender com os hemanos nesse sentido.

Carta à Éderson Estevan

    Alô caro Éderson, aqui quem escreve são seus amigos da oficina de escrita do Tear das Artes, estamos com saudades de você por causa das suas ausências nos últimos meses. Não sabemos a causa de você não ter comparecido mais nas quartas feiras pela manhã aqui no Tear, sua presença é muito importante para todos nós porque suas questões, diálogos e debates cooperam conosco. Esperamos que você esteja bem de saúde e também seus familiares, gostaríamos de tê-lo novamente no grupo na próxima semana. Enfim, gostaríamos de sua resposta em relação a tudo quanto falamos ao seu respeito e esperamos, se por acaso não tiver nenhum problema, que quarta feira você venha aqui no Tear das Artes.

Equipe de escrita do Tear das Artes.